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Tratamentos Tricológicos na Infância

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A infância é uma fase marcada por diferentes sensações, e é aqui que a criança se encontra com o seu eu. Assim, a estética faz parte do cotidiano delas e, atualmente, uma realidade que vem marcando essa fase, são as disfunções capilares infantis. Esta é caracterizada por uma anormalidade que ocorre em relação aos cabelos e pelos, provocando sua queda. Com isso, inicia-se o processo de desestruturação psicológica, afetando diretamente a autoestima. Portanto, o processo decorrente das disfunções capilares deve ser levado a sério, e a busca por tratamentos com o profissional Tricologista Integrativa, especialista em displasias capilares, se faz necessário para que a criança se sinta bem consigo mesma e com o grupo na qual está inserida.

Essas disfunções capilares infantis são consideradas patologias fisiológicas, psicológicas e traumas, que podem ser de origem genética ou pelo uso exagerado de produtos químicos ou inadequados para crianças. Ocorrendo alterações hormonais e nutricionais, como estresse, depressão e, na maioria dos casos, no sexo feminino, ocorre uma rarefação maior na linha principal (região central). No sexo masculino, ocorre em áreas mais abertas que são a coroa e a região frontal (não sendo regra, que as características sejam padrão feminino ou masculino, podendo ocorrer em ambos os sexos).

Para compreender todo esse processo, é importante ressaltar que o crescimento capilar se inicia ainda no ventre materno, onde a epiderme envia um sinal para a derme formando um botão sob qual se forma a papila dérmica, local onde o pelo é nutrido. Diante da complexidade, é importante saber que é a partir da décima quinta semana de gestação que já se sabe a quantidade de fios que a criança vai ter. Quando ela nasce, já tem os pelos e cabelos espalhados pelo corpo, chamados de lanugo, e não possuem a parte interna chamada de medula, existentes nos pelos tipos velus. De acordo com Bedin, a densidade nessa fase é de aproximadamente 600 fios por centímetro quadrado.

Com base nessas informações, é importante que as famílias compreendam a real importância dos tratamentos tricológicos na infância, pois as crianças até os doze anos de idade ainda não têm influência de hormônios no cabelo. As crianças têm espessura genética familiar (pais), e a cor é sempre mais clara da qual será adquirida na idade adulta.

Outro fator determinante, conforme Bedin, é que por não possuírem a estrutura formada, evidencia a necessidade de os pais não permitirem o uso de tratamentos químicos agressivos como tinturas capilares e permanentes, justamente por esses procedimentos serem fatores que contribuem no processo de disfunção capilar na infância.

Neste sentido, devemos salientar a importância de as crianças terem a indicação de um profissional Tricologista Integrativo para uso de produtos adequados. Vale destacar que, muitas vezes, os produtos infantis não vão ser os mais indicados para o uso nas displasias e disfunções. É preciso estar atento aos produtos personalizados e individualizados que vão atender as necessidades do tratamento das crianças em relação às disfunções e displasias. As mais conhecidas são: Tinea Capitis, Alopecia areata, Tricotilomania, Eflúvio telógeno, problemas nutricionais, desequilíbrios endócrinos, Dermatite Seborreia, Psoríase, disfunções metabólicas, Foliculite e a Síndrome do cabelo impenteável.

Todas as disfunções capilares, quando diagnosticadas, devem ter acompanhamento do profissional de Tricologia clínica e, junto com ela, uma equipe multidisciplinar e integrativa, para que a criança sofra menos impactos possíveis em relação a essa disfunção e autoaceitação, e o tratamento transcorra dentro do esperado. Através do acompanhamento individualizado e personalizado, é realizado o tratamento correto, sempre orientado pelo profissional da área. Assim, os resultados são alcançados e, com isso, devolve-se a autoestima.

Para finalizar, como profissional especialista em lesões capilares e Tricologista clínica, com residência clínica em displasias capilares, destaco que dentro de protocolos exclusivos e elaborados, conforme as necessidades avaliadas em exames, não são utilizados medicamentos farmacológicos, sem provocar efeitos colaterais no paciente.

Todos os protocolos utilizados para uma reabilitação de novos fios e controle de displasias, mesmo que não se fale em cura, existem controles e estímulos que resultam em uma retroação e repilação dos fios. Através dos protocolos, busca-se a causa como principal objetivo e não os sintomas.

Rafaela Weber
Tricologista Clínica

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