Paisagens, cultura e história: a inesquecível viagem de Ana Jamile e Luiz Carlos pela Europa Central
“Foi uma experiência gratificante, diferente de todas as viagens que fizemos”, resume Ana Jamile Oliveira, professora, sobre a aventura vivida ao lado do marido, Luiz Carlos Pistóia de Oliveira, também professor, em um roteiro encantador por alguns dos países mais organizados, históricos e belos do continente europeu. O casal integrou uma excursão organizada pelo guia cultural, Dr. Ricardo Matzenbacher, de Cruz Alta, e percorreu paisagens impressionantes, vilarejos cheios de charme e centros urbanos que são referência mundial em cultura e qualidade de vida.
Alemanha: entre palácios, cerveja e alta tecnologia
A viagem começou por Munique, capital da Baviera, terra da cerveja, da BMW e de um dos festivais mais conhecidos do mundo: a Oktoberfest. Em sua origem, a celebração foi uma festa de casamento do rei Luís I da Baviera, em 1810, e hoje movimenta milhões de visitantes todos os anos.
Na Marienplatz, o casal presenciou o famoso espetáculo do Glockenspiel, o relógio da prefeitura que, de hora em hora, ganha vida com bonecos dançantes que encenam lendas locais. O roteiro também incluiu uma visita ao Museu da BMW, que exibe a trajetória da marca criada em 1922, e o elegante Palácio de Nymphenburg, antiga residência de verão da realeza bávara. Ainda na Alemanha, o casal conheceu o Castelo de Neuschwanstein, que inspirou Walt Disney a criar o castelo da Cinderela.
Áustria: música, montanhas e cristais
O roteiro seguiu para a Áustria, com paradas em Salzburgo — terra natal de Mozart — e em Innsbruck, capital do Tirol e sede de duas edições dos Jogos Olímpicos de Inverno. Em
Wattens, a visita ao icônico Museu Mundo dos Cristais Swarovski encantou com sua arquitetura envolta pelas montanhas e exposições reluzentes.
Liechtenstein: o charme do minúsculo principado
Antes de chegar à Suíça, o casal passou por Vaduz, a pitoresca capital do Principado de Liechtenstein, um dos menores países da Europa, com cerca de 38 mil habitantes, conhecido por seu sistema financeiro sólido, castelos medievais e qualidade de vida invejável.
Suíça: um exemplo de organização e beleza natural
“A Suíça sempre nos encantou pelas suas paisagens montanhosas dos Alpes, sua neutralidade política e a impressionante organização do seu povo”, relata Ana Jamile. A Confederação Helvética é formada por 26 cantões autônomos, cada um com suas próprias leis e idiomas oficiais — alemão, francês, italiano e romanche.
Em Schaffhausen, conheceram as grandiosas quedas do Rio Reno, consideradas as maiores cachoeiras da Europa. Já em Lucerna, deslumbraram-se com a ponte de madeira Kapellbrücke, datada do século XIV, e com a vista do alto do Monte Pilatus, acessível pela ferrovia de cremalheira mais íngreme do mundo.
Outro ponto alto foi a visita à Igreja de Mármore de Meggen, próxima a Lucerna. “Com suas paredes translúcidas de mármore grego de apenas 28 milímetros, parecia que eram feitas de vidro. Uma beleza impressionante vista de dentro para fora.”
Zermatt: a cidade sem carros e o cartão-postal do Toblerone
Nos Alpes suíços, o casal se encantou com Zermatt, charmosa vila onde carros a combustão não circulam. Para chegar ao hotel, foi preciso seguir a pé com as malas em mãos. De lá, embarcaram em um trem de cremalheira até o observatório de Gornergrat, a 3.800 metros de altitude, onde puderam apreciar de perto a imponente montanha Matterhorn (4.478 m), eternizada na embalagem do chocolate Toblerone.
Montreux e Genebra: música, diplomacia e esperança
Às margens do Lago de Genebra, em Montreux, a surpresa foi encontrar a cidade em festa com o Festival de Jazz de Inverno, no mesmo local onde está a famosa estátua de Freddie Mercury. A banda Queen gravou ali seis álbuns, incluindo o último de Freddie em vida, Innuendo, lançado em 1991.
Já Genebra, sede das Nações Unidas e da Cruz Vermelha, impressiona por sua sofisticação, seus jardins e o imenso Jato d’Água de 140 metros no lago. Ali, o casal visitou também o simbólico monumento Broken Chair, uma cadeira de 12 metros de altura com uma perna quebrada, em frente ao edifício da ONU, símbolo de resistência às minas terrestres e da esperança contra a violência.
Reflexões de uma viagem memorável
“Conhecemos um pequeno país menor que o estado do Rio de Janeiro, incrustado entre Alemanha, Áustria, Itália e França, com um desenvolvimento cultural, tecnológico e industrial impressionante. Um grande exemplo para o mundo”, finaliza Ana Jamile.
A viagem deixou marcas profundas no casal, que retornou ao Brasil com o coração cheio de gratidão, memórias únicas e uma nova perspectiva sobre a beleza, a história e os valores da Europa Central.





















