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Mundo Afora

Desvendando o continente africano

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O casal Guilherme Ribeiro e Helen Gastaldo, esteve recentemente visitando 2 países incríveis, localizados no continente Africano. Sendo um o oposto ao outro, mas ambos com histórias emocionantes do lugar. São eles, as Ilhas Seychelles, com suas praias paradisíacas e Uganda, o país dos Gorilas de Montanha na floresta impenetrável de Bwindi.

Guilherme nos conta que estes dois países completaram respectivamente os números 76 e 77 de países já visitados, e, talvez por este motivo, desejaram tentar conhecer algo “diferente” e exótico, que trouxesse de volta aquele frio na barriga, que só dá em quem está começando a viajar.

Diário de Viagem

Partimos de Guarulhos rumo as Ilhas Seychelles pela Ethiopian Airlines com conexão em Adis Abeba. Dormimos uma noite na Etiópia e no outro dia estávamos chegando em Mahé, porta de entrada e principal ilha das Seychelles.

Ilhas Seychelles

Compostas por 115 ilhas, localizadas a Leste do continente Africano, com cerca de 1.600 km do Quênia em pleno Oceano índico. É o país mais rico da África com o maior PIB per capita e um destino considerado caro, com Resorts luxuosos. 

Escolhemos conhecer as 3 principais ilhas – Mahé, Praslin e La Digue. A ilha Mahé é a principal onde fica a capital Victoria. Por lá, ficamos apenas 1 dia, pois o foco eram as ilhas de Praslin e La Digue, onde estão as principais praias do arquipélago. Após uma noite na ilha principal, pegamos o Ferry Boat, em direção a La Digue, o trajeto levou 1h e 45min, e permanecemos na ilha, por duas noites. Nestas ilhas, existem 3 línguas oficiais, o Inglês, o Francês e o Creole.

La Digue

É uma ilha muito pequena onde o principal meio de locomoção é a bicicleta. Após nos acomodarmos no hotel, pegamos as “bikes”, e saímos para conhecer as principais praias. A praia de Anse Source D’argent, eleita por vários anos a praia mais bonita do mundo, fica em La Digue e é a principal atração da ilha. Chegamos nela após meia hora de pedalada cruzando pelas famosas tartarugas gigantes das Seychelles no caminho. Ali, ficamos todo o dia, desfrutando suas águas turquesas, sua areia branca e suas impressionantes rochas formadas pela ação do mar e do vento. Com direito a um belo passeio de Caiaque.

Como La Digue é uma ilha mais rústica, com uma infraestrutura mais simples, deixamos para desfrutar o lado luxuoso das Seychelles na Ilha de Praslin, 15 minutos de Ferry Boat de La Digue. Lugar onde se encontram várias Redes de Resorts conhecidos no mundo. 

Paraíso do Índico

Fomos unânimes em escolher as duas praias mais lindas de toda a viagem: Anse Lazio e Anse Georgette. Esta última fascinante, linda, com um azul inigualável. Anse Georgette fica dentro do Resort em que nos hospedamos, mas com livre acesso a não hóspedes. Tanto em Mahé quanto em Praslin, alugamos um carro para percorrer as ilhas. Sempre que esta opção é viável, buscamos o aluguel, pela liberdade que isto nos proporciona. 

Enfim, após dias tranquilos e ensolarados neste paraíso do índico, partimos para Uganda, um pequeno país de dimensões similares ao Rio Grande do Sul, mas com uma população de 45 milhões de habitantes, cortado pela linha do Equador, onde passamos os últimos 4 dias da viagem. 

Uganda

Uma antiga colônia Inglesa, além do Inglês, sua língua oficial é composta também por alguns idiomas locais como, o Suaíli e o Buganda. Um dos motivos da ida a este país, foi visitar um amigo Italiano que vive na capital Kampala. Uganda tem uma curiosidade, seu presidente Yoweri Kaguta, está no poder desde 1986, são 37 anos com sucessivas vitórias eleitorais. Hoje o país é considerado seguro, mas já passou por períodos de guerra civil. 

Uganda é muito conhecida por seus safaris, mas a “cerejinha do bolo” são os Gorilas da Floresta Impenetrável de Bwindi. Impenetrável porque em inúmeras partes ela é tão fechada que os raios de sol não a cruzam, estivemos lá e realmente é um fato. 

No mundo existem aproximadamente 1000 Gorilas de montanha. Para se ter uma ideia 480 estão dentro de Bwindi, que hoje é um parque nacional e recebe turistas do mundo inteiro diariamente. Todos os Gorilas tem seu próprio nome e se sabe a data de nascimento de cada um deles. Para chegar em Bwindi andamos por cerca de 9 horas de carro desde o principal aeroporto do país. Existem opções de voos em cias locais, mas preferimos não “arriscar”.

Vale lembrar que não somos turistas muito adeptos a este tipo de turismo, mas enfim…Estávamos em Uganda e o principal passeio do país era esta inserção ao habitat natural dos Gorilas, de montanha, convivendo com eles livres, soltos, se alimentando da própria floresta, como eles vivem a milhares de anos, junto com suas famílias e dentro de cada uma tendo seu líder, o Silver Back. 

Nos hospedamos em um Lodge dentro da própria floresta, até que bem confortável e com toda a alimentação inclusa. Partimos por volta das 7h30min da manhã para um “briefing” inicial com os guias onde em 45 minutos explicaram para todos os presentes o que se poderia e não poderia fazer, instruções de segurança e tudo mais.

Eram mais ou menos uns 30 turistas de diferentes países e várias idades. Destes 30, fomos divididos em mais ou menos 6 subgrupos, onde cada subgrupo foi em busca de uma família de Gorilas. Os mais capacitados fisicamente caminharam mais na floresta. 

Iniciamos nossa caminhada pela floresta com os guias, os guardas armados, 2 turistas mexicanos e um americano. Em certo ponto do percurso, minha esposa Helen, me pergunta se as armas eram para atirar nos Gorilas em caso de algum ataque. Eu respondo em tom de brincadeira que seria mais fácil atirarem em nós do que nos Gorilas (risos). Caminhamos por volta de 4 horas em mata fechada até encontrarmos uma família composta por 16 Gorilas de diferentes idades. 

Muito emocionante, sensação de dever cumprido. Via-se a felicidade estampada na cara do grupo. Ali permanecemos com eles por volta de 1 hora. Onde eles iam, nós cuidadosamente íamos atrás, seguindo todas as regras de segurança. Chegamos a ficar menos de meio metro deles, muitas vezes eles passam por nós, nos encostando. Rapidamente, estávamos encantados. Este tornou-se um programa ao qual levaremos junto para sempre em nossas memórias. A volta para nossa cabana levou mais ou menos 1h e meia. Fomos agraciados de encontrar mais uma família pelo caminho, o que completou ainda mais o dia.

Encerramos esta aventura com uma noite a mais, na capital Kampala, visitando nosso amigo. Porém, já era hora de voltar para casa. 

Estivemos em 2 países completamente distintos embora ambos pertencentes ao mesmo continente. Duas experiências incríveis para carregarmos na nossa bagagem. Mais fotos e vídeos no Instagram: @guilhermeribeiro09 @helengastaldo

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