Saúde e Bem-estar

Trombose e Trombofilia Conheça os tipos e fatores de risco

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Tema estranho e difícil, mas de suma importância em várias áreas médicas, particularmente em cirurgias e na gestação.

A trombose é sinônimo de um coágulo que entope um vaso, seja ele uma veia ou uma artéria. Trombofilia é um termo que se refere a doenças “amigas” do trombo, ou seja, doenças que predispõem as tromboses.

Para a formação de um trombo é necessária estase do sangue, alteração vascular e uma ou mais condições predisponentes. Por exemplo, uma mulher pode ter feito uma cirurgia, com consequente imobilidade no pós-operatório, e usar anticoncepcional oral ou ser fumante, que são fatores de risco para trombose, e ainda possuir uma trombofilia, uma doença geneticamente herdada ou adquirida que eleva o risco de trombose.

Dentre as trombofilias, temos as hereditárias (herdadas geneticamente) e as adquiridas (doenças que a pessoa apresenta aleatoriamente). As hereditárias compreendem a mutação no gene da protrombina, não muito frequente, e a mutação no fator V de Leiden (ou resistência a proteína C ativada), já mais frequente, principalmente em heterozigose, mas com baixo potencial de causar trombose, a não ser quando somada a outros fatores.

Como hereditárias também há a deficiência de antitrombina III, a deficiência de proteína C e de proteína S. Todas estas são mais raras, mas com alta expressão entre membros de uma família, neste caso, tornando mais visível a presença de uma trombofilia familiar.

Dentre as adquiridas, vale ressaltar a síndrome antifosfolipide, mais comum em mulheres e que pode estar associada ao lúpus eritematosos sistêmicos ou não. Essa síndrome aumenta a chance de abortamentos, principalmente em idade gestacional mais avançada, além de tromboses em sítios vasculares pouco comuns como cerebral, arterial e de vasos do abdômen.

No campo da ginecologia, obstetrícia e medicina reprodutiva, as trombofilias estão presentes como causas não só de abortamentos, mas também de infertilidade e de falhas em procedimentos de fertilização. A gestante, por conta das alterações hormonais e de distribuição de líquidos durante a gestação, também já possui um aumento de risco de trombose, que se estende até o puerpério por cerca de 1 mês.

Nos dias de hoje há uma conscientização grande por parte de cirurgiões das mais diferentes especialidades, incluindo a ortopedia, quanto a profilaxias para se evitar tromboses no pós-operatório. Dependendo da cirurgia se requer inclusive profilaxia com medicamentos, além do sempre recomendado uso de meias elásticas nas pernas.

Eu sou fã número um do uso de meias elásticas, inclusive no dia a dia, pois incontáveis vezes ficamos de pé muito tempo ou sentados. Uso também em viagens longas, de avião ou até de carro ou ônibus, sempre sendo uma proteção a mais.

Dra. Alethea Zago

Hematologia Hemoterapia

CRM 26608

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