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RELAXA – NADA ESTÁ SOB CONTROLE

O ALEMÃO SABIA DAS COISAS
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Temos a mania incessante de querer ter controle sobre tudo, sobre nossa vida, sobre o que os outros vão fazer, pensar, falar, aceitar.
Não temos controle sobre os outros.
Não temos controle nem sobre nós mesmos muitas vezes.
Vem um vírus, e o mundo inteiro precisou se reinventar e a conviver com restrições, com medos, com governos tiranos, com medidas descabidas e desproporcionais, e o que tudo era previsível, mudou.
Tudo anda tão acelerado, que não temos apenas os problemas do vírus e o pânico da morte. Os interesses, as percepções, as respostas, a empatia, o respeito e as conexões também foram mudando.
Toda a ação corresponde a uma reação. Como nas Leis de Isaac Newton. Muitas vezes com mais força e mais eco, pois agora que estamos no mundo digital, mais vozes ecoam e replicam os mesmos desejos.
Um menino imbecil esta semana usou de sua voz nas redes sociais para falar que o Brasil poderia ter um partido nazista ou neozista. As suas palavras lhe renderam perder o emprego e o seu programa perdeu diversos patrocínios. E não adianta dizer que estava bêbado e que não foi isso que quis dizer. Quem faz programa bêbado? Além do Zeca Pagodinho e da Amy Winehouse?
Toda palavra lançada tem uma força da mesma intensidade, para o bem e o para o mal. Quais as imbecilidades que são aceitáveis em veículos de comunicação?
Nunca vou esquecer do programa da Radio Gaúcha que adorava ouvir e principalmente as falas do jornalista David Coimbra, que também admirava. Em 2019 teve um grande assalto em Criciúma, no Estado de Santa Catarina, com imagens aterrorizantes, pessoas nuas feitas de escudo humano, policiais feridos, e pânico generalizado pelo medo e barulho das armas. O programa através da opinião do David Coimbra, não só enalteceu a ação dos bandidos, como afirmou que foram organizados, que o dinheiro roubado dos bancos não era de ninguém, e seguiram os comentários engraçados que ladrão é quem funda um Banco.
As empresas patrocinadoras deste programa, não viram mais sentido em apoiar e investir neste tipo de jornalismo, neste tipo de formação de opinião. As pessoas que conseguem pensar no que escutam, refletir sobre a banalização da vida, e no que implica dizer que policiais podem ser mortos, tanto faz, são pagos para arriscar a vida, que bancos podem ser assaltados, tanto faz, e que no final das contas, tem tanta coisa errada, que talvez devêssemos aprovar que os roubos pudessem ser permitidos.
O que achamos aceitáveis? Quais as mentiras que aplaudimos?

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Silvana Maldaner

10-02-22

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