Saúde e Bem-estar

ESPECIAL SAÚDE – Dr. Eduardo Rolim aos 90 anos ainda exerce a medicina

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Dr. Eduardo Rolim formou-se em medicina em 1956 pela UFRGS, na cidade de Porto Alegre. Trabalhou em diversas áreas, como clinico geral, pediatra, ginecologista e auxiliar de cirurgia.

Além da medicina, sempre teve participação política na cidade, em 1959 foi vereador por dois mandatos pelo PTB.

Em 1960 fez parte da primeira turma de pós-graduação em cardiologia na cidade de São Paulo. Depois de se especializar, Dr. Rolim voltou para Santa Maria e foi professor da primeira turma de medicina da UFSM, apesar de um longo período ter sido cassado por motivos políticos.

Dr. Rolim, sempre atuante e questionador na política, foi perseguido, cassado da UFSM, de diversos convênios, mas mesmo assim seguiu na liderança e no debate político. Depois de mais de 20 anos, foi reconduzido ao cargo na UFSM e chegou a ser diretor do hospital universitário de Santa Maria (HUSM).

Teve cinco filhos, Asdrubal falecido aos 43 anos, teve uma cardiopatia grave. Seus outros filhos são Aníbal, médico ortopedista, Berenice, psiquiatra, Anelise, psicoterapeuta e Cristina, psicopedagoga.
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Hoje, Dr. Eduardo Rolim ainda exerce a medicina no auge dos seus 90 anos e neste ano completa 65 anos de profissão. Atende em seu consultório duas vezes na semana e realiza consultas gratuitamente no Ambulatório de Hipertensão da Associação de Diabéticos e Hipertensos.

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Quais os médicos que mais lhe inspiraram?
Dr. Eduardo Rolim: Dr. Mariano da Rocha foi muito importante para Santa Maria, o seu tio foi quem criou a faculdade de Farmácia, que inicialmente era a única que tinha. Outros médicos que me inspiraram bastante foram o Dr. Carpiloviski, Dr. Romeu Beltrao, Dr. Amauri Lenz, Dr. Canabarro, que era o cardiologista mais famoso e o Dr. Cirurgião Atílio Sfredo, o qual eu auxiliei por muito tempo.

Qual era a sensação de ensinar milhares de alunos?
Dr. Eduardo Rolim: Era muito bom, eu tinha alunos que se reuniram no meu consultório e todos se tornaram cardiologistas. Hoje todos estão aposentados e eu continuo trabalhando.

Quantas homenagens recebeu?
Dr. Eduardo Rolim: Já fui homenageado como o médico do ano pela Sociedade de Medicina, Médico emérito do HCAA, Unimed e pelas primeiras turmas da universidade.

Por que você ainda faz questão de trabalhar todos os dias?
Dr. Eduardo Rolim: O que me faz continuar trabalhando é a certeza de que ainda estou ajudando algumas pessoas, que meu exercício tem validade.

Acredito nisso e continuo trabalhando por essa causa. É uma forma também de preservar a minha saúde e impedir a depressão.

Como você vê a medicina atualmente?
Dr. Eduardo Rolim: Eu vejo que a medicina tem um caminho que deveria ser reformado, que é a medicina integral. A universidade deve formar médicos com capacidade de analisar todo o corpo humano.
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O que acontece hoje é que são formados, quase que exclusivamente, especialistas que sabem muito da sua especialidade e pouco, ou quase nada do resto do organismo. Isso é uma deficiência para a medicina, pois o médico, em primeiro lugar, deve conhecer todas as funções do corpo e depois se aprofundar mais em sua especialidade.

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