Artigo de opinião

O NEGÓCIO DO MEDO

O NEGÓCIO DO MEDO
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Estamos vivendo uma batalha diária, uma tarefa árdua para toda a vida em enfrentar os nossos medos, e mais os medos que outros querem nos impor.

Na nossa sociedade super conectada, os medos se multiplicam. No passado, a notícia se espalhava lentamente e quando chegava já não tinha mais o mesmo impacto, pois até as soluções já haviam sido encontradas.

Este imediatismo e interconexão são positivos, mas também podem ser uma grande armadilha.

Nos tornamos eternamente inseguros e prestes a ser atingidos por mais uma peste, uma praga ou um furacão que atingiu uma comunidade há 15 mil km de distancia.

Tememos o perigo real, mas também o perigo difuso, distante, remoto e que talvez nunca chegue.

Tenho visto pessoas absolutamente presas aos seus medos irreais e improváveis. O medo paralisante provoca atos irracionais e desencadeia a solidão e a depressão que mata lentamente.

O medo mata todos os dias a esperança, a alegria, o sonho, a motivação, a vontade de inovar, de assumir novos riscos e principalmente a vontade de viver.

Quando ficamos lutando com monstros imaginários, nossa mente se ocupa e se desgasta, tirando toda a energia e se desconectando com o que é essencial, divino e indestrutível.

Feliz daquele que consegue se libertar dos medos, pelos menos os irracionais, os superdimencionados  e aqueles criados por grupos que pretendem limitar e direcionar as ações de uma comunidade.

Entre os principais medos que encontramos com certeza o medo de morrer é o mais paralisante. Mas quanta gente deixa de viver por causa do medo de morrer?

Depois encontramos os outros medos que acompanham as pessoas : medo de fracassar, perder emprego e renda, perder pessoas queridas, perder reputação, ou simplesmente medo de ser criticado.

Esta minha experiência semanal de opinar, divagar ou simplesmente questionar, tem mostrado como é desafiador externar sentimentos, indignações ou até mesmo percepções a cerca da vida.

Evidente que cada pessoa vê o seu mundo pela sua janela, pelas suas experiências, vivencias e conhecimento de si mesma e do mundo.

Mas o mais assustador disto tudo, é achar que uma simples opinião tem a pretensão de mudar os valores e a visão da vida  de pessoas tão diferentes e com modo de vida tão singulares.

Tem gente que não conhece nada do mundo. Tem gente que não conhece nem a si mesmo. Então seria loucura esperar que todos tivessem a mesma opinião sobre as coisas.

Por enquanto, este negócio do medo não me afetou. Continuo livre e prezando pela felicidade de pensar e mudar de ideia a qualquer tempo. Os ataques que sofro pelas minhas opiniões mostra mais o caráter e o ódio das pessoas que precisam agredir, do que minha singela opinião sobre a vida.

No mais, gratidão por tanto prestigio.

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Silvana Maldaner

02-09-21

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