Artigo de opinião

20 milhões de mães solteiras

20 milhões de mães solteiras
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Parabenizo de coração todos os homens que são pais na plenitude. Que descobriram o prazer em compartilhar conhecimentos, aventuras e sonhos com seus filhos. Afinal quando nasce um filho, nasce também um pai. Sem manual de instrução. O guia é o amor, a intuição, a perseverança, a vontade de fazer o melhor e os costumes que aprendeu em casa.
Temos vários modelos de pai. Tem o pai que sustenta, o pai que educa, o pai que reclama. O pai que é pai e mãe também. E tem o pai ausente.
Segundo os últimos dados levantados pelo IBGE, mais de 20 milhões de mulheres são mães solteiras no Brasil. Mais de 5,5 milhões de crianças não tem o nome do pai na certidão de nascimento. Mais de 40% das famílias são chefiadas por mulheres.
E ainda não está contabilizada a figura do pai que só paga pensão, ou aquele acha que seu único papel é pagar as contas. Ainda justificam que se matam trabalhando para dar tudo aos filhos. Dar comida, escola, vestuário, presentes caros, não compensa a falta de amor, atenção, tempo, exemplo, diálogos longos, conversas abertas, programas familiares.
Infelizmente em pleno século 21 presenciamos em todas as classes sociais o abandono afetivo, o desprezo e a violência familiar.
Talvez seja o reflexo de relacionamentos desastrosos. Da banalização da família, e do estímulo constante do sexo sem compromisso, principalmente entre adolescentes que ainda não possuem maturidade. A consequência disto, é a proliferação da violência, do uso das drogas nas ruas, da desistência escolar e principalmente aumento da pobreza.
Também presenciamos famílias afortunadas em que o dinheiro substitui qualquer tipo de afeto. Praticamente tudo acontece na base da chantagem, da troca, do comercio e no pagamento de terapia com psicólogos e psiquiatras que tentam tratar as carências e frustrações sofridas e vividas no ambiente familiar.
Acho muito triste, apesar de ver famílias valorosas se ajudando. Avós, tios e até vizinhos que assumem o papel dos pais. Mães que são verdadeiras heroínas que conseguem trabalhar o dia todo, muitas vezes em 2 ou 3 empregos para sustentar os filhos sozinhas.
O amor consegue curar tudo. Suprir todas as dificuldades. Vencer barreiras. Superar limitações. E a falta dele consegue arruinar tudo.
Enquanto houver estímulo para uma desconstrução da família, neste país do funk, uma infinidade de crianças continuará sendo largada no mundo como um produto do acaso, do azar ou dos infortúnios da vida.
Negar os filhos é negar sua própria existência.

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Silvana Maldaner

12-08-21

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