Mundo Afora

Mundo Afora – SEUL: Uma experiência na Coreia do Sul

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Ponte Banpo

Frederico Jobim é natural de Santa Maria e trabalha como modelo pela Ford Models Sul e Ford Models Brasil desde 2012, quando tinha 17 anos. Começou sua carreira em São Paulo e em 2013 recebeu uma proposta para trabalhar em Milão, na Itália. Em 2014, foi chamado por uma agencia em Nova York e passou três meses morando em Hoboken, no outro lado do rio Hudson. Em 2017 recebeu outra proposta, mas dessa vez para Ásia, em Hong Kong e Tailândia. Até que, em fevereiro de 2020 teve a oportunidade de viajar para a Coreia e Hong Kong, porém, com o avanço da pandemia do Coronavírus, a proposta foi adiada para setembro.

A CHEGADA

“Ao chegar na Coreia, devido a pandemia, tive que ficar em quarentena em um espaço designado pelo governo por 14 dias, sendo submetido a testes de COVID semanais e medidas de temperaturas diárias. Durante essas 2 semanas em um hotel, um dos modos de entretenimento que tive foi assistir a TV coreana.”, afirma Frederico.

Complexo de Palácios de Ch’angdokkgung 1

Através dela pude notar o orgulho futebolístico que aumentava cada vez mais com reprises seguidas de melhores lances do jogador Son e sua recente vitória sobre a Alemanha em 2018, no qual foi uma comoção nacional. Graças a isso, o futebol vem ganhando espaço, porém ainda fica atrás do beisebol e Taekwondo, que ainda são os esportes mais populares.

Depois de 14 intermináveis dias em um pequeno quarto, finalmente tive a oportunidade de sair da quarentena e poder conhecer a Coreia. No caminho até a rodoviária, no ônibus, me surpreendi com a organização das estradas, a jeito respeitoso dos motoristas e as paisagens em volta de Seul. Seul era uma cidade com edifícios baixos, porém muito espalhada, o que dificultava a transição de uma área para outra. Em seus bairros com edifícios mais altos é onde se tem a noção do que realmente é a Coreia.

Fortaleza de Hwasong

Em suas ruas nunca foi tão fácil ver uma Ferrari, Porsche ou Maserati, seus estacionamentos verticais em várias áreas fazem qualquer pessoa que nunca tinha visto isso na vida parar para admirar.

Memorial de Guerra da Coreia

GASTRONOMIA

Em seus restaurantes, impossível não experimentar o prato típico do país, o “kimchi”, que possui um sabor ácido e picante. O churrasco coreano é uma maravilha, podendo variar de carne de gado até frutos do mar. Toda sua culinária é marcada por ser apimentada, devido as dificuldades durante os anos de 50 e 60, que foram marcados pela Guerra da Coreia e crises econômicas que vieram com o tempo. A pimenta era barata e ajudava a manter a comida por mais tempo.

CAPITAL DA COREIA DO SUL

Seul é uma cidade incrivelmente histórica sendo que em sua região contém cinco patrimônios mundiais da UNESCO: Complexo de Palácios de Ch’angdokkgung, Fortaleza de Hwasong, Santuário de Chongmyo, Namhansanseong e os Túmulos Reais da Dinastia Joseon.

A metrópole também é cercada por montanhas, como o monte Bukhan, que é a mais alta e seu parque nacional é muito visitado.

Suas atrações mais modernas são pontos turísticos conhecidos mundialmente, como a N Seoul Tower, a ponte Banpo e, para quem tiver muita curiosidade, uma excursão até a fronteira entre as Coreias do Sul e do Norte.

Santuário de Chongmyo

No quesito de compras, Seul não peca em nada. Em Myeongdong fica uns dos maiores shoppings subsolo do mundo, o COEX Mall. Sua parte superior é famosa por ser muito bonita e cheio de opções. Localizado bem no bairro mundialmente famoso, Gangnam, possui uma parada obrigatória por ter sua famosa biblioteca e ser localizado no centro financeiro da Coreia.

Nas ruas não se vê sujeira, o povo é muito educado, desde cedo foram ensinados a sempre se importar com o próximo, isso também se nota no silêncio do metrô, no atendimento em lojas e na alta segurança que a cidade tem. O roubo e a violência são atos que trazem vergonha para a pessoa que pratica e para sua família.

Myeongdong

No quesito religião me impressionei que, pelo fato de ser na Ásia, a religião predominante é cristã e seus derivados (católicos, evangélicos, protestantes, etc.). Por ser uma cidade polo financeiro e tecnológico da Ásia, seu custo de vida acaba saindo bem alto, especialmente para turistas vindo de fora, mas ainda é possível achar lugares com preços mais acessíveis.

Namhansanseong

MÚSICA

Não se pode falar em Coreia e não ouvir o nome K-pop, esse gênero é o orgulho nacional, existente desde 1885 quando americanos vieram e trouxeram sua música folclórica, não demorou até que os coreanos começassem a cantar as mesmas músicas, porém em seu idioma.

HISTÓRIA

A Coreia, desde que foi criada, viveu na sombra de duas grandes potências, a China e o Japão, sendo várias vezes atacada, dominada e explorada por eles. Porém, por mais que o país tenha sofrido por mãos estrangeiras, eles nunca cederam a sua cultura e seu dialeto, sendo que até hoje, o dia 15 de janeiro é considerado feriado nacional, pois foi o dia da criação do Hangul, seu alfabeto, que é considerado um dos mais fáceis do mundo de entender.

CLIMA

Em relação ao clima, a Coreia pode variar de 35°C no verão para -20°C no inverno, o que possibilita uma visão diferente nas duas estações. Contudo, várias agências de viagem concordam que a primavera é a melhor estação para visita, finaliza Frederico.

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