Saúde e Bem-estar

O número de crianças obesas no planeta pode chegar a 75 milhões em 2025

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A obesidade na infância e adolescência é um dos mais sérios desafios de saúde pública do século XXI. Ela é caracterizada pelo excesso de gordura corporal em jovens com até 12 anos. Uma criança é considerada obesa quando possui 20% a mais do peso ideal para a sua idade. O cálculo é feito através do índice de massa: peso (em kg) dividido pela altura ao quadrado.

O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) revela que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso, 9,38% com obesidade, e 5,22% com obesidade grave. Afirma ainda que, no Brasil, entre 2010 e 2020 houve um aumento de 0,74% na prevalência de obesidade em crianças entre 2 e 5 anos, de 5,86% em adolescentes e de 1,55% na prevalência de obesidade grave em adolescentes.

Os dados são tão alarmantes que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que em 2025 o número de crianças obesas no planeta chegue a 75 milhões e em 2030 o Brasil poderá ocupar o 5º lugar na lista dos países com maiores índices de obesidade infantil.

Obesidade infantil: Uns quilos a mais hoje, uns anos a menos no futuro

Conforme o Ministério da Saúde, crianças acima do peso possuem mais chances de se tornarem adultos obesos. O resultado disso é o surgimento de doenças como diabetes, problemas ortopédicos, distúrbios psicológicos, doenças cardiovasculares e hipertensão. Além disso, a obesidade também provoca complicações caso haja infecção por Covid-19.

O aumento da obesidade infantil na quarentena

O aumento da obesidade infantil na quarentena

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a prioridade à frente da pandemia da doença pelo COVID-19 é atentar-se para o seu impacto imediato, porém, também é necessário chamar a atenção para o efeito dessa pandemia em longo prazo, em especial na saúde das crianças.

Como as crianças estão passando muito tempo em casa, houve uma redução das atividades físicas. Além disso, o consumo de alimentos industrializados vem aumentando ao longo desse período de quarentena, semelhante ao período de férias escolares.

Para que a obesidade infantil não se agrave nessa época de pandemia, é fundamental a monitorização cuidadosa do peso e dos percentis de IMC em consultas pediátricas de rotina, alertando os responsáveis a respeito do tema. Logo, os profissionais da saúde devem orientar e incentivar a alimentação saudável, assim como a prática de exercícios físicos quando possível.

A má alimentação pode levar à morte

A alimentação errada, além de provocar a obesidade em crianças e adultos, pode acarretar em outros sérios problemas de saúde, mas mesmo assim muitos brasileiros não se preocupam em aderir uma alimentação saudável em seu dia a dia.

Em um estudo divulgado pelo Governo, cerca de 90% dos brasileiros possuem uma dieta pouco nutritiva e muito calórica que está longe da recomendada pela OMS. Cerca de 60% da população consome uma quantidade maior de açúcar do que o recomendado e 82% consome mais gorduras saturadas do que o ideal, além de consumir mais sal que o recomendado pelo Ministério da Saúde (2.200 miligramas por dia). Essas ações podem prejudicar 81% das crianças entre dez e 13 anos e 77% das meninas da mesma idade.

Segundo o estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), menos de 10% dos brasileiros consomem 400 gramas diárias de frutas, legumes e verduras recomendados pela OMS e pelo próprio guia alimentar brasileiro.alimentos mais ingeridos pelos brasileiros

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