Artigo de opinião

Mais esperto que o Diabo

Mais esperto que o Diabo
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Napoleon Hill  foi considerado o pai dos livros de auto-ajuda. O menino pobre perdeu sua mãe com apenas 10 anos. Sempre muito instigante, queria saber como que as pessoas enriqueciam ou fracassavam. Passou sua vida a entrevistar mais de 25 mil pessoas para entender as causas do sucesso.  Seu interesse era compreender como que em mesmas condições algumas pessoas prosperam e outras fracassam. E como pessoas sem condições nenhuma tornavam-se grandes líderes ou empresários de muito sucesso.

Sua experiência em plena crise e depressão econômica de 1929 e também vivência dos efeitos da pandemia da gripe espanhola que matou 50 milhões de pessoas resultou em vários bestsellers, tais como:  A lei do Triunfo, a Ciência do Sucesso, Pense e enriqueça, Degraus da fortuna, entre outros.

Mais esperto que o diabo foi escrito originalmente em 1938, mas publicado apenas em 2011, vendendo mais de 100 milhões de cópias no mundo todo.

Fascinante a sua condução sobre os piores desastres pessoais de sua vida, e sua análise da crise financeira que assolava o mundo e sua narrativa da entrevista com o diabo. A crise é uma grande oportunidade para inovar, criar e apresentar novos paradigmas. Na crise são revelados os fortes, a fé é testada e a dificuldade pode trazer muitas bençãos para quem abrir a mente paras novas oportunidades. Segundo ele, há algo infinitamente pior que ser forçado a trabalhar, que é ser forçado a não trabalhar.

A primeira e mais importante ferramenta utilizada pelo diabo, segundo Napoleon Hill, é dominar as pessoas pelo medo. O medo paralisa. O medo bloqueia. O medo termina com sonhos, paixões e também iniciativas.

O medo daquilo que é real, que existe é tão verdadeiro quanto aquilo que é falso, inventado, fantasioso. Ocupam o mesmo espaço na mente e no tempo das pessoas.

Segundo o diabo, as pessoas são facilmente manipuladas pelo medo, avareza, ganancia, luxuria, raiva, vingança e preguiça. A alienação começa já na infância. É um treinamento constante para que estas crenças tornem-se parte do cotidiano e sejam hábitos inerentes a estas pessoas. Civilizações inteiras são dominadas por crenças limitantes.

Os maiores instrutores, segundo o escritor são os pais, os educadores, os religiosos, os artistas, e os comunicadores.

Achei sensacional este livro escrito no século passado e tão atual. Poderia dar inúmeros exemplos de como estamos vivendo e assistindo as barbáries motivadas pela ganancia, preguiça e medo. Que combinação destrutiva.

Napoleon Hill sabia das coisas.

10.06.2021

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