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Recreiando celebra 20 anos

Recreiando 20 anos
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Janice Vidal Bertoldo é uma das maiores referências em educação. Formada em pedagogia, psicopedagogia, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental, mestre em educação, professora por mais de 15 anos na UFN nos cursos de especialização em psicopedagogia e nos cursos de formação e especialização em estudos de psicologia, tem em seu vasto currículo acadêmico um aliado de peso.

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20 anos de atendimento personalizado aos distúrbios do aprendizado, orientando mais de 1600 casos clínicos na sua RECREIANDO.

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Quais os principais problemas que as crianças têm tido dificuldade?
Janice Bertoldo: Os principais problemas que as crianças têm tido de dificuldade, geralmente são nas áreas da leitura, escrita e matemática. O que se justifica, por não lerem ou lerem muito pouco. Por consequência, apresentam dificuldade na fluência da leitura, compreensão e interpretação. E na sequência a aritmética, o raciocínio e, a abstração. Outra problemática atendida, é a falta de foco – concentração e atenção. O não gostar de estudar, de envolver-se com as questões acadêmicas. Também muitas crianças com diagnósticos ‘fechados’ de transtornos do neurodesenvolvimento. Mas atualmente a queixa está voltada para a dificuldade que os acadêmicos, independente de faixa etária, têm em acompanhar as aulas na modalidade totalmente remota, daria para dizer, que temos as Instituições de Ensino de todos os níveis, funcionando em EAD. Claro, por uma situação inusitada, mas que realmente está gerando lacunas de aprendizagem.

Não é acharmos culpados, mas é um dado de realidade! Por mais que o segmento Escola, desde que iniciou a pandemia, esteja dando e fazendo o seu melhor! Também as crianças menores, as queixas das famílias, é que seus filhos não têm conseguido e ou tem tido extrema dificuldade em adaptar-se a um processo de alfabetização à distância, por uma tela, sem interação e convívio presencial com seus pares e o Professor; sem ou muito pouca emoção; não conseguindo se apropriarem do conhecimento. Crianças e adolescentes que não apresentavam problemas escolares, falta de foco, domínio de conteúdo, a aprendizagem em si; agora diante do que estamos vivendo, estão com dilemas para realizar tarefas, dar conta de ficar muito tempo em frente às telas, não terem rotina, se desorganizarem, não estudarem, justamente porque fazem as avaliações com consulta a outros meios, e ou realizam os testes e provas em grupo pelas ferramentas tecnológicas, enfim.

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Quando a família deve procurar auxílio?
Janice Bertoldo: Ao observar a falta de motivação e envolvimento de seu filho para com as demandas acadêmicas, pois já é indício de que algo não está bem! É importante procurar o especialista Psicopedagogo, que poderá mapear as necessidades para dado momento. Ou quando a Instituição de ensino e ou algum Profissional indicarem uma Avaliação Psicopedagógica. E desta forma é fundamental que o estudante possa ser ajudado para superar dificuldades acadêmicas e seguir sua trajetória. Nesse sentido, contar com uma avaliação psicopedagógica personalizada é fundamental, fará toda a diferença ao novo ano letivo. E na sequência, sendo o caso, a intervenção psicopedagógica, que pode:

  • Preencher as lacunas no nível dos conteúdos acadêmicos, o que pode ser muito útil para a criança, o adolescente e ou adulto, se a razão de seu mau desempenho for de natureza pedagógica;
  • Auxiliar o estudante a conquistar seu sucesso acadêmico;
  • Garantir o bom desempenho acadêmico e a inclusão de estudantes com problemas na aprendizagem;
  • Alcançar os resultados esperados e contribuir de forma significativa para a melhora do desenvolvimento acadêmico do estudante;
  • Introduzir novos elementos ao estudante, quebrando o padrão e as dificuldades anteriores gradativamente, aprimorando suas habilidades e superando seus déficits de aprendizagem;
  • Auxiliar na orientação de pais e às Instituições de Ensino, fazendo a interlocução destes segmentos, e sendo o caso, de ter outros Profissionais envolvidos, também poderem dialogar e ajudarem-se no caso.

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Quais os efeitos que o isolamento tem causado?
Janice Bertoldo: As consequências de mais um ano atípico, é que teremos lacunas pedagógicas e ou educacionais, sem dúvida, com uma certa extensão, porque são sequelas aos próximos anos, em que já se tem estudos do impacto para daqui a 4 anos. Inicialmente de um prejuízo emocional e na sequência o cognitivo, o que chamamos de maturidade cognitiva, e ainda a conteudista.

Mas temos casos que se beneficiaram, como crianças, adolescentes e adultos que tenham algum diagnóstico clínico mais severo, pois estão menos expostos aos aspectos estressores, e que até aprenderam e ou melhoram seu repertório de desenvolvimento em muitos aspectos.

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Qual o cuidado que os pais devem ter?
Janice Bertoldo: Diante, ainda, desta situação de isolamento do ambiente acadêmico presencial, o que mais temos atendido, assim como áreas afins, parceiros psicólogos, psiquiatras, terapeutas ocupacionais, educadores especiais, fonoaudiólogos, áreas com trabalhos terapêuticos, é mais atenção e orientação aos familiares. Estamos sendo muito solicitados, pelos pais, do como fazer, do como lidar, do como eu posso fazer melhor, questionamentos se estão fazendo certo, onde estão errando, e por aí vai.

Todos precisamos trabalhar a cada dia com as redes de apoio. Então, o cuidado maior para com o momento ainda vivido, de fragilidade emocional e pedagógica, por parte de todos os segmentos que se envolvem com as questões do aprender e não aprender, é atendar para sermos solidários, cautelosos, pacienciosos, resilientes, para consolidarmos as problemáticas e reflexos da pandemia. Realmente todos os segmentos se darem as mãos.

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É um momento de muita compreensão, criatividade e flexibilização. E esses são a base necessária para que consigamos tentar passar da melhor forma por tudo isso, porque todos vivemos uma nova curva de aprendizagem e de forma concomitante.

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Como iniciou sua trajetória?
Janice Bertoldo: Em 2001 conclui o Curso de Especialista em Psicopedagogia, e decidi voltar para Santa Maria/RS, juntamente com meu marido, Denis Rasquin Rabenschlag. Foram muitos estudos e esforços para ter uma boa formação. Chegamos a morar em três lugares, Santa Maria, Porto Alegre e Florianópolis, além de nossa imersão de 1 ano e meio, na Alemanha, para a conclusão do doutorado do Denis. No início, eu era autônoma depois é que tive uma equipe com outras Profissionais da Psicologia, Fonoaudiologia e colegas da Psicopedagogia. E então foi criado o nome da Clínica, Recre/iando, como um Espaço Interdisciplinar de Aprendizagem. Ao longo destes 20 anos, vários colegas e profissionais estiveram comigo. Sigo trabalhando muito e atuando na docência universitária com Especializações, Formações, Workshop, Oficinas, Palestras. E Amo esse mundo do Aprender a aprender!

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Qual teu Sonho? Que possamos, enquanto serviço de referência em Psicopedagogia continuar a contribuir e ajudar nossa comunidade santa-mariense e região. Gostaria de agradecer a confiança e deferência de todos que fizeram e fazem parte da Nossa Bonita História!

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Casamento: Meu porto seguro! Muito Amor e muita Gratidão de tantos anos de companheirismo e cumplicidade, dos meus Projetos de Vida! Meu parceiro de tantas andanças, de tantas comemorações e tantas ousadias! Sempre abraça com tudo meus ideais, me motivando a ser cada vez mais empreendedora, e assim, fomos construindo juntos nossa História Vida! Meu agradecimento gigante, ao meu Eterno Amor Denis, por acreditar nas minhas convicções! Juntos nos tornamos mais fortes!

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Família: Meu pai, Nilton Gomes Bertoldo, minha mãe, Zulma Vidal Bertoldo e minha mana, Adriane Vidal Bertoldo, são meus incentivadores e amores da minha Vida! Me sinto plena e realizada com minhas conquistas, meus amigos, família e nossos filhos peludos de quatro patas.

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