Saúde e Bem-estar

Ansiedade e depressão na adolescência

ANSIEDADE E DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA
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O Brasil ganhou o preocupante título de campeão de ansiedade no mais recente relatório sobre o tema publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS): 9,3% da população sofre com o problema de acordo com o documento, valor que é o triplo da média mundial.

Assim como em outros continentes, as mulheres são as mais afetadas nas Américas: 7,7% sofrem de ansiedade, contra 3,6% dos homens. Quando se considera o risco pessoal de sofrer com o problema, a proporção é mais alta: “Algo como 23% da população apresenta um transtorno de ansiedade ao longo da vida”, afirma Marcio Bernik, coordenador do programa de ansiedade (Amban) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Segundo o especialista em psiquiatria, Saint-Clair Bahls, “a prevalência de depressão maior em adolescentes, variam de 0,4 a 10,0% com claro predomínio das meninas sobre os meninos, e, em relação ao fator idade, a maioria dos artigos destacam um aumento importante na passagem da infância para a adolescência”

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) explica que são múltiplos fatores que determinam a saúde mental de um adolescente. Quanto mais expostos aos fatores de risco, maior o potencial impacto na saúde mental deles. “Entre os fatores que contribuem para o estresse durante esse momento da vida, estão o desejo de uma maior autonomia, pressão para se conformar com pares, exploração da identidade sexual e maior acesso e uso de tecnologias”. Outros motivos determinantes são a qualidade de vida em casa e suas relações. “Violência (incluindo pais severos e bullying) e problemas socioeconômicos são reconhecidos riscos à saúde mental.

Sintomas de depressão 

  • Humor triste, ansioso ou “vazio” persistente;
  • Sentimentos de desesperança, lutoou pessimismo
  • Irritabilidade
  • Sentimento de culpa, inutilidade ou desamparo
  • Perda de interesse ou prazer pela vida, hobbies e atividades
  • Diminuição da energia ou fadiga
  • Mover ou falar mais devagar
  • Sentir-se inquieto ou ter problemas para ficar sentado
  • Dificuldade de concentração, lembrança ou tomada de decisões
  • Dificuldade para dormir, despertar de manhã cedo ou dormir demais
  • Apetite e / ou alterações de peso
  • Pensamentos de morte ou suicídio, ou tentativas de suicídio
  • Dores, dores de cabeça, cólicas ou problemas digestivos sem uma causa física clara e / ou que não se aliviam mesmo com o tratamento.

Quais os sintomas de quem sofre de ansiedade?

As manifestações envolvem desde sensações subjetivas de medo e apreensão, além de pensamentos catastróficos e sintomas físicos. O corpo todo pode ser afetado pela liberação de substâncias como a noradrenalina e o cortisol, que ativam a atenção, aumentam a pressão sanguínea e os batimentos cardíacos para preparar o organismo para reagir. Sem perceber, a pessoa inala mais ar do que precisa (hiperventilação), o que piora tudo: “Diminui muito o nível de gás carbônico no sangue, acionando receptores que ficam nas carótidas e que mandam sinais equivocados ao cérebro”, relata Fernanda Sassi, médica do ambulatório de transtorno de personalidade da USP.

Sintomas psicológicos: apreensão, medo, angústia, inquietação, insônia, dificuldade de concentração, incapacidade de relaxar, sensação de estar “no limite,” preocupações com desgraças futuras, pensamentos catastróficos, de ruína ou adoecimento

Sintomas físicos: sudorese, falta de ar, hiperventilação, boca seca, formigamento, náusea, “borboletas” no estômago, ondas de calor, calafrios, tremores, tensão muscular, dor no peito, taquicardia (coração acelerado) sensação de desmaio, tonturas, urgência para ir ao banheiro.

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