Artigo de opinião

A morte da liberdade

A morte da liberdade
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DATA DE PUBLICAÇÃO: 15.04.2021

Há apenas uma maneira de evitar críticas. Não faça nada, não diga nada e não seja nada.

Muitas pessoas não manifestam opinião, por medo das retaliações, das represálias, perder clientes, perder amigos ou simplesmente não agradar e sofrer perseguições, sejam físicas ou virtuais.

Fico me questionando quem em sã consciência tem a pretensão de agradar a todos?

Moisés, Jesus Cristo, Ghandi, Masaharo Tanigushi, Osho não agradaram a todos. Poderia falar de diversos iluminados, grandes profetas e também de líderes que morreram por religião, por descobertas científicas ou por batalhar pela liberdade de seu povo.

Joaquim José da Silva Xavier, mais conhecido por Tiradentes, morreu enforcado e esquartejado, ao som de discursos inflados. Os inconfidentes formados pela elite cultural e social exerciam profissões liberais. Ansiavam pela liberdade, igualdade, emancipação e independência com relação à Coroa Portuguesa.

Os planos contra o governo local, tiveram como estopim, a política de cobrança de mais impostos. Os inconfidentes acabaram delatados por um devedor de tributos que, com a denúncia, acreditava poder sanar suas dívidas com a coroa.

O que a história nos mostra? O que de fato aprendemos com nosso passado?

Que os delatores, os bajuladores e os traidores sempre esperam algum beneficio pessoal. A causa não é de um bem coletivo, e sim de seu interesse econômico pessoal, de alguma dívida ou de favores do poder.

Vivemos no século 21, e parece que temos muito mais delatores e bajuladores do que no século passado. Hoje a batalha nem tem sido pela redução de impostos, e pelas mordomias cada dia mais ousadas e imorais cobradas da população.

Não temos mais uma coroa portuguesa. Temos três grandes poderes: legislativo, executivo e judiciário. Em âmbitos nacionais perdemos as contas de quantos trilhões nos custam. São 513 deputados, 81 senadores, 11 ministros do STF, 5472 prefeitos, 18 mil juízes e uma infinidade de assessores e demais funcionários.

Me parece muito injusto, as nossas autoridades ceifarem, proibirem e punirem com todo aparato fiscalizatório, a liberdade do direito ao trabalho, ao exercício profissional e de sobrevivência de milhares de trabalhadores e pequenos empreendedores que ganham por mês, no máximo 3.500 reais. O mesmo valor, aprovado por eles e para eles, do auxilio saúde, com salários garantidos em torno de 40 mil reais.

Agora, a batalha não é em nome de Deus, nem em nome da ciência, nem pela redução penosa de impostos. A batalha é pelo direito de sobreviver.


 

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Silvana Maldaner, editora chefe da Revista Interativa.

 

 

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