Educação

Colégio Riachuelo comemora primeiro lugar no ENEM no sul do país

Christian Morgental Falkembach, diretor do Colégio Riachuelo
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Na década de 60, há 50 anos, a marca Riachuelo iniciou o trabalho no setor de ensino, atuando inicialmente na área de supletivo e curso pré-vestibular. O Colégio foi criado em 1983 e idealizado com a missão de excelência em ensino e rigor acadêmico, prova disto é sempre estar entre as primeiras colocações nos cursos mais concorridos. Recentemente o Colégio Riachuelo recebeu na Câmara Municipal de Vereadores de Santa Maria a moção honrosa pela conquista, pela segunda vez, do primeiro lugar no ENEM em todo sul do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná). Para falar um pouco dessa rica história de inspiração e qualidade de ensino conversamos com o diretor do Colégio Riachuelo, Christian Morgental Falkembach.

 

Quantos alunos têm hoje?

Christian Morgental Falkembach: O Colégio Riachuelo atua de forma ampla desde a educação infantil até o ensino médio com cerca de 1.200 alunos. Mas se formos considerar o Grupo como um todo, temos ainda os alunos do Riachuelo Enem e Vestibular que não estão contabilizados neste número.

 

Como se prepararam para alcançar esta pontuação no Enem? Como se sentem?

Christian Morgental Falkembach: Temos a crença que resultados não acontecem por acaso. Acreditamos que a construção do conhecimento se dá através da mediação entre professor e aluno, mas sobretudo de alunos que assumam o seu protagonismo e a sua responsabilidade no processo de aprendizagem. Nosso método, transcorre por meio de aulas interativas, expositivas e reflexivas. E temos ainda uma especial atenção ao processo avaliativo, tanto que desenvolvemos um sistema para o gerenciamento pedagógico, acompanhando e mensurando o desempenho dos nossos alunos e as suas evoluções, proporcionando todo o suporte, inclusive emocional, para o melhor desenvolvimento de suas capacidades e habilidades. E as evidências indicam que estamos no caminho certo. Portanto, a sensação é de dever cumprido com os alunos e as famílias que acreditaram e continuam acreditando no projeto pedagógico do Colégio Riachuelo, sempre buscando ressignificar os processos educacionais e pedagógicos em busca de uma melhor qualidade de ensino.

 

Muitos falam que a escola trabalha a competitividade e muito conteúdo? O que acha disto?

Christian Morgental Falkembach: Não estimulamos a competitividade entre os nossos alunos, isso seria um erro grave com repercussões que podem gerar até uma neurose indesejada. Incentivamos sim o desenvolvimento de suas potencialidades. É importante que o aluno perceba a evolução em relação a ele mesmo, que consiga superar os desafios inerentes da vida acadêmica e cotidiana, atingindo assim a sua melhor versão. Mas sobretudo, é necessário que ele se sinta feliz no colégio, que tenha um ambiente acolhedor e familiar, caso contrário, este contexto não será propício para o seu desenvolvimento integral. Ademais, nosso calendário é repleto de eventos e datas que trabalham a ludicidade e abordam o aspecto mais onírico dos conteúdos. 

 

De uma maneira geral como tem avaliado a educação no país?

Christian Morgental Falkembach: De acordo com estudos recentes, o Brasil investe anualmente em educação pública cerca de 6% do Produto Interno Bruto. Para se ter uma ideia, esse valor é superior à média dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No entanto, o país amarga as últimas posições em avaliações internacionais de desempenho escolar, como por exemplo, o Pisa que avalia 70 países. Fica claro, baseado em evidências críveis, que a baixa qualidade não se deve à insuficiência de recursos, mas na necessidade de aprimoramento de políticas e processos educacionais. O tema é extenso e temos muito a melhorar.

 

Como pretendem retomar as aulas?

Christian Morgental Falkembach: Seguindo rigorosamente os protocolos oficiais de segurança, preparando um acolhimento caloroso para os nossos alunos, famílias, professores e equipe operacional. Este é um momento inédito e precisamos de apoio, colaboração e tranquilidade. Todos fomos impactados e precisamos considerar o desgaste emocional ao qual fomos submetidos em meio a um cenário de incertezas e dificuldades.

 

Quais os maiores danos que os alunos terão pós Covid-19?

Christian Morgental Falkembach: No caso específico do colégio Riachuelo, existirão algumas defasagens em relação aos conteúdos que precisarão ser resgatados, assim como haverá a necessidade de um olhar cuidadoso em relação às habilidades sócio emocionais, as quais foram tão prejudicadas por conta do afastamento social. Todavia, a questão é ampla e precisamos considerar os diferentes contextos das redes públicas e privadas e suas especificidades.

 

Acha que a metodologia da educação vai mudar?

Christian Morgental Falkembach: Vivemos um mundo em transmutação, por isso as mudanças na Educação já vinham acontecendo mesmo antes da pandemia. Sem dúvida que a Covid-19 vai acelerar e consolidar algumas práticas, sobretudo no que diz respeito aos processos remotos. Mas as demandas atuais já valorizavam pessoas que possam ser criativas, que saibam expressar suas ideias e que tenham capacidade para construir relações construtivas. A própria abordagem do conteúdo a partir de um contexto interdisciplinar e transdisciplinar já indica e fortifica esta ideia. No Riachuelo, por exemplo, já trabalhamos em nossa proposta pedagógica com disciplinas como Educação Financeira e Raciocínio Lógico, além de oficinas como Oratória, Empreendedorismo e Gastronomia. Tudo para que os nossos alunos busquem o entendimento de fenômenos a partir da compreensão do todo.

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